Pitú para todos os públicos

Bebida que é marca registrada do Brasil se adéqua ao mercado externo para conquistar novos consumidores

O tradicional jeitinho brasileiro, tão conhecido na hora de resolver os problemas inesperados, também ajuda empresas a superar momentos difíceis. E, quando a dificuldade é entrar no mercado internacional, não basta apenas ter jogo de cintura, é preciso conhecer bem cada país onde o produto será vendido e as particularidades do consumidor local. Um bom exemplo disso pode ser percebido no setor de bebidas para exportação onde, seja por questões culturais ou por exigências legais, cada mercado demanda um produto específico.

Para exportar a bebida alcoólica mais popular do Brasil, a cachaça, a Pitú adaptou-se ao “gostinho” dos estrangeiros. Para isso foram necessárias algumas alterações tanto na composição do produto quanto na forma de envasamento e apresentação das embalagens. A concentração etílica, por exemplo, é um dos diferenciais, os pernambucanos estão acostumados com uma cachaça de teor alcoólico de 40% vol. Já na África do Sul, a Pitú é apreciada um pouco mais forte, com teor de 43% vol. A variação de graduação atende especificação tributária de cada País.

Na China, uma curiosidade, as embalagens ganharam tamanho diferente. Ao invés das 12 garrafas que compõem a caixa do produto, usada no Brasil e nos demais países, os chineses conquistaram um volume menor, com seis garrafas (pesando 9kg) para melhor se adaptar ao manuseio das mulheres, que são em grande número nos depósitos dos estabelecimentos naquele País.

Outra diferença está no valor da cachaça. Enquanto no Brasil ela é uma bebida popular, no exterior ela tem um valor agregado alto e é apreciada pelas classes A e B, sendo comparada a bebidas como uísque, vodca e rum.